terça-feira, 30 de agosto de 2011

Tempo de reler os primeiros artigos do blog

Meus caros...


Após um tempo sem postar no blog, creio que chegou o momento de retomá-lo... aos poucos e fiéis fãs do que aqui se escreve, prometo que passarei a postar gradualmente e, sobretudo, a me dedicar a escrever artigos como no inicio dos tempos... tenham paciência.

Sugiro a releitura dos primeiros artigos aqui postados e que muitos elogiaram, secretamente, por meio de emails ou pessoalmente. O blog foi criado por mim e para mim, mas é uma felicidade encontrar amigos e desconhecidos que admiram esse trabalho e compartilhar com todos idéias e impressões.

Um dos meus artigos favoritos, exatamente por ser um tema favorito, é "Tempo de ler "Quo Vadis?". Para os curiosos em lê-lo ou para aqueles que desejem relê-lo, aqui segue o link:
http://omuseion.blogspot.com/2008/03/tempo-de-ler-quo-vadis.html 


sábado, 14 de agosto de 2010

Meteóricas!











OVNI fotografado nos céus do Rio de Janeiro

(Fonte: http://colunistas.ig.com.br/area51/2007/04/27/boletim-ovni-bo-iii/)


A FAB e os OVNIS

A Força Aérea Brasileira (FAB) publicou, no Diário Oficial de 10 de agosto de 2010, a regulamentação de regras para oficiais e pilotos, em casos de avistamentos e aparições de OVNIs (Objeto Voador Não Identificado) nos céus tupiniquins.

Notícia bombástica e surpreendente essa, uma vez que não é surpresa alguma saber que a nossa Força Aérea, bem como a de vários outros países, há décadas tem conhecimento desses avistamentos e, inclusive, relatos e registros de pilotos gravados em áudio e vídeo. O Comando da Aeronáutica (COMAER) procederá o "registro de ocorrências e seu trâmite para o Arquivo Nacional", diz a nota, que cita textualmente "Objetos Voadores Não Identificados (OVNI)". Para os ufólogos brasileiros de plantão, muitos dos quais tive o prazer de conhecer em um congresso e seminários a que fui, abre-se uma janela de oportunidade imperdível que, certamente, contribuirá com mais transparência e acuracidade para a pesquisa ufológica no país.

Talvez sejam os ares dos novos tempos ou mesmo as evidências abertas e difíceis de encobrir sobre outras realidades que não a nossa. Desde que o mundo é mundo, a História tem registrado, em pedra, madeira, papiro e metal, a vinda de visitantes alienígenas, cuja passagem aparentemente deixou marcas em culturas e tradições nos quatro cantos dos planetas. A seguir, o link com nota do Estadão e extrato do Diário Oficial sobre o assunto.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,fab-restringe-se-a-registrar-e-arquivar-casos-de-ovni,593098,0.htm

quarta-feira, 17 de março de 2010

A-ha FOREVER!!!




Pic source: João (A-ha's orkut community)
(This text is the English version for the Portuguese text in the last post. I apologize for eventual English mistakes. I am a non native English speaker.)


Moved by the Farewell Tour 2010, it is hard for the fans to believe that A-ha will really end. From distant Norway, Morten, Mags and Paul conquered crowds in all corners of the world, with their beautiful, melodic and deep songs. The chords always evoking timeless images, as those of the magnificent Norwegian fiords and far-away lands, home of these three talented artists and musicians. And Morten… oh, what to say about him… an exquisite, extraordinary and indescribable voice.

There are 25 years of a beautiful career and of unbeatable records, such as Rock in Rio II – I was there!! -, with an audience of almost 200 thousand people. A memorable, beautiful and moving show as well as the one in 1989, A-ha’s début in Brazil and the beginning of a long love story between them and the Brazilian fans. Aha… I was there too.

I have not posted on my blog for months, but what I lived again last Saturday brought me the desire to write again. I was at the Citibank Hall, Saturday, March, 13th , 2010, stage of A-ha’s last concert in Rio – I refuse to believe – and one of the last concerts in Brazil. I was a fan, a super fan, met Morten in 1989 – my first and true platonic passion – thanks to my dear friend Patrícia, who had the luck to be invited to work for them as an interpreter, and I swear that after 1993, I totally lost contact with A-ha’s universe and all about it. They were gone, simply retired to themselves and disappeared on the face of the Earth.

Be the pressure, be the price of stardom or be whatever other reason, the fact is that their return to the stages was shy and gradual, with very few advertisement in our lands. I myself never heard about the concerts in 2002 and 2009 and I deeply regret missing them. After some unexplainable stops, like the one of seven years between 1993 and 2000, and the announced one now, it is simply unbelievable that a band like A-ha even think of immersing into silence and of ending its activities. With who else we will sing live true masterpieces such as Hunting High and Low, I’ve been losing you, the super new The Bandstand and Take on Me, without mentioning the dozens of other songs which are equally beautiful, moving and vibrating? We will not, if they really stop.

Last Saturday’s concert was absolutely fantastic. Full house, fans in total ecstasy and a moved band. The fans expressed their gratitude and love by taking blue balloons, the chosen color for the beginning of the concert in Rio de Janeiro. It was impressing to see everybody, simply everybody singing all songs, from the oldest to the newest ones. The Citibank Hall throbbed together. It was a mix of joy, happiness, sadness, adoration and a feeling of relieved surrender. Mags danced, jumped and thanked, in a moved voice, saying “You are special to us”. Paul and Morten… ah, Morten… a beautiful soul, with a beautiful angel's voice, with those chirping sounds that only he can do. Who was in the first row in front of the stage said that he cried in a few moments.

The concert was beautiful and wordless, ‘ending on a high note’ was worth to the love story with Brazil that began in the very first time they landed here twenty years ago. This striking love was mutual for all those years, even distant, even apart. Norway, the land of the legendary and feared Vikings never seemed to be so close, so warm, so known to all of us. “Ending on a high note” , title of this ‘Farewell’ tour – I still refuse to believe it – reveals the desire of keeping what they offered to us of the richest they have – their talent, their love for music and their appreciation for those who always appreciated them as well. More than this, in my opinion, reveals the desire of keeping them faithful to themselves and their public till the end, without ever losing the quality of the songs and the unique style that made A-ha one of the greatest phenomena of music in all times. And this is fact.

I end here without believing in an end. I end here wishing to see all the concerts left here and the last in Oslo. And, on behalf of all fans that loved and still love you for what you are and for your work, here lies a pleading that this and all left concerts of the Farewell Tour are really not a farewell, just a given time for you to meditate over what comes ahead and then come back to us with your essence, your integrity and singularity. After all, the legacy that you leave does not belong only to you. It belongs to us too that have cheered, cried and celebrated along all these years, by listening to the songs you have written straight from your minds and hearts, and that also got straight into our minds and hearts. And the rediscovery of this fact and this feeling allows me – and allows all the fans – the right to tell you with conviction – YOU CAN’T LEAVE US. DON’T EVER STOP.

A-ha forever in our hearts and minds!
http://a-ha.com/

segunda-feira, 15 de março de 2010

A-ha FOREVER!!!













Fonte da foto: João (A-ha - orkut)






Embalados pela Farewell Tour 2010, custa a crer a todos os fãs que o A-ha vai realmente acabar. Vindos da distante Noruega, Morten, Mags e Paul conquistaram multidões em todos os cantos do mundo, com suas músicas lindíssimas, melódicas e profundas. Os acordes sempre evocando imagens atemporais, como as dos magníficos fiordes noruegueses e de terras longínquas, berço desses três talentosos artistas e músicos. E o Morten, ah, o que falar dele...
uma voz única, extraordinária e indescritível.

São vinte e cinco anos de uma carreira belíssima e recordes imbatíveis, como o do Rock in Rio II – eu estava lá!! –, com um público de quase 200 mil pessoas. Show memorável, lindo e emocionante também como o de 1989, début do A-ha no Brasil e início de uma longa história de amor entre eles e os fãs brasileiros. Aha... eu estava lá também.

Não posto há meses no meu blog e o que revivi sábado passado me fez ter vontade de voltar a escrever. Estive no Citibank Hall, sábado, 13/03/2010, palco do último – me recuso a acreditar – show da banda no Rio, e antepenúltimo no Brasil. Fui fã, super fã, conheci o Morten pessoalmente em 1989 - primeira e verdadeira paixão platônica – graças à minha grande amiga Patrícia que teve a sorte de ser convidada para trabalhar como intérprete, e juro que depois de 1993 perdi contato com o universo do A-ha e tudo o que os envolvia. Eles sumiram, simplesmente se recolheram e desapareceram do mapa. Fosse a pressão, a cobrança do estrelato ou fosse por qualquer outro motivo, o fato é que a volta foi tímida e gradual, com pouca divulgação por essas bandas. Eu mesma não soube dos shows aqui em 2002 e 2009 e lamento profundamente tê-los perdido. Após algumas paradas inexplicáveis, como a de sete anos entre 1993 e 2000, e a que se preconiza agora, é simplesmente inacreditável que uma banda como A-ha cogite em mergulhar no silêncio e encerrar suas atividades. Com quem mais iremos cantar ao vivo verdadeiras obras-primas como Hunting High and Low, I’ve been losing you, a novíssima The Bandstand e Take on Me, sem falar nas outras dezenas que são igualmente lindas, tocantes e vibrantes? Não iremos, se eles realmente pararem.

O show de sábado foi simplesmente fantástico. Casa lotada, fãs em delírio e banda emocionada. Os fãs expressaram sua gratidão e amor levando balões azuis, cor escolhida para o começo do show no Rio de Janeiro. Era impressionante ver todos, simplesmente todos cantando todas as músicas, das mais antigas às mais novas. O Citibank Hall inteiro pulsava em uníssono. Era um misto de alegria, felicidade, tristeza, adoração e sentimento de alma lavada. O Mags dançou, pulou e agradeceu várias vezes com a voz embargada, dizendo ‘You are special to us’. Paul e Morten... ah, Morten... uma alma linda, com uma voz linda de anjo, com aqueles trinados de pássaro que só ele sabe fazer. Quem estava na fileira da frente disse que ele chorou de emoção em alguns momentos.

A apresentação foi linda e indescritível, digna do encerramento de uma história de amor com o Brasil que iniciou na primeira vez em que estiveram por essas terras há vinte anos atrás. Esse amor foi fulminante e recíproco todos esses anos, mesmo distantes, mesmo afastados. A Noruega, terra dos lendários e temidos vikings, nunca nos pareceu tão perto, tão calorosa, tão conhecida de todos nós. “Ending on a high note”, mote dessa turnê de ‘despedida’ – ainda me recuso a acreditar – revela o desejo de manter o que ofereceram de mais rico para nós, que foram justamente seu talento, seu amor pela música e sua apreciação por quem sempre os apreciou também. Mais do que isso, a meu ver, revela a vontade de se manterem fiéis consigo mesmos e seu público até o final, sem nunca perder a qualidade das músicas e do estilo único que tornaram o A-ha um dos maiores fenômenos da música de todos os tempos. E isso é fato.

Encerro por aqui sem acreditar em um fim. Encerro por aqui desejando ver todos os shows que ainda nos restam aqui e o último em Oslo. E, em nome dos fãs que amaram e amam vocês pelo que são e pelo seu trabalho, fica a súplica de que esse e os demais shows da Farewell Tour, não sejam realmente uma despedida, apenas um tempo para meditarem sobre o que vem a frente e voltarem para nós, com sua essência, sua integridade e sua singularidade. Afinal, o legado que vocês deixam não pertence só a vocês. Pertence a nós também que vibramos, nos emocionamos e choramos ao longo desses anos e ao som das músicas que vocês compuseram direto de suas mentes e corações, e que também entraram em nossas mentes e corações. E a redescoberta desse fato e desse sentimento me dá – e dá a todos os fãs – o direito de dizer com convicção – YOU CAN’T LEAVE US. DON’T EVER STOP.

A-ha forever in our hearts and minds!
http://a-ha.com/

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Quotes of the Dawn

"Existem três caminhos: o certo, o errado e o do coração. O caminho certo nem sempre é o certo;O caminho errado nem sempre é o errado;O caminho do coração é sempre o caminho do coração".

Ditado Inca

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Quotes of the Dawn

"Sele a paz com o seu passado para que ele não estrague seu presente".

"Make peace with your past so it won't screw up the present."

Regina Brett, Regina Brett's 45 life lessons
http://blog.cleveland.com/pdextra/2007/09/regina_bretts_45_life_lessons.html






domingo, 21 de junho de 2009

LER É VIVER


Há quem diga que não gosta de ler e, segundo pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, realizada em 2008, os brasileiros lêem em média cerca de 1,8 livro ao ano. Dada uma população de 189 milhões de corações verde-amarelos, apenas 26 persistentes e intelectuais milhões lêem cerca de 3 livros ao ano. Taxa certamente tão vergonhosa quanto à da fome ou à da pobreza. Sem demagogia, não há civilização que tenha alcançado seu auge sem uma sociedade informada e letrada, ainda que não nos moldes das esferas mais altas de seus sábios e intelectuais, mas, certamente, com o entendimento de que há sempre um degrau a mais a se galgar na formação cultural e intelectual do ser como indivíduo social.

Para os incrédulos ou ociosos de plantão, cabe ser dito que um livro produz milagres... Alguns santos, outros profanos, todos por vezes dolorosos ou prazerosos, mas inacreditavelmente inquietantes e transformadores, purificadores do Bem, ainda que tenhamos que encarar o Mal de frente. Longe de iniciar um debate maniqueísta, atenho-me à sabedoria chinesa do Ying/Yang e à fantástica dedução dos Antigos (gregos, celtas e tantas outras tribos...) que sempre souberam que tudo o que há é só e somente energia pura, sob diversas formas. É a ‘Centelha Divina’ que não conhece Bem ou Mal (conceitos puramente humanos e falhos, excludentes de todo o resto), conhece tão somente o fluxo contínuo e a canalização dessa força poderosa que cada veículo ou instrumento (humano ou inumano) à ela serve. Como afirma sabiamente a religião Wicca (ou Velha Religião), “Faça o Mal três vezes, e a ti ele retornará. Faça o Bem três vezes, e a ti ele retornará”. Ao contrário de introduzir uma linha de raciocínio maniqueísta, da qual a Velha Religião jamais partilhou (sequer acredita no Inferno e Paraíso cristãos), a mensagem é a de que você próprio é o veículo de condução da força que a tudo anima e cabe somente a você escolher o direcionamento dessa força divina. Seja qual for o propósito para o qual irá utilizá-la, ela retornará. A energia não conhece o bom ou mau uso, ela apenas existe e é imanente. É a Lei da Causa e Efeito, para aqueles mais familiarizados com outras paragens ou com uma leitura, digamos, mais científica, muito embora religião e ciência tenham sempre andado de mãos dadas, apenas separadas por alguns séculos de escuridão, intolerância e ignorância totais.

De volta aos livros e seu poder curativo e xamânico – (Mens sana in corpore sano – pelo dizer do poeta Juvenal), se você não é um leitor ávido ou mesmo tem aquela conhecida lassidão em iniciar a simples leitura de uma manchete de jornal, considere os benefícios de escapar de sua realidade e viver novas aventuras. Ou mesmo de mergulhar em sua realidade e dela extrair novas percepções e visões com a simples leitura de um artigo ou de um denso exame biográfico daquele indivíduo com quem se identifica.

Ler é uma jornada extraordinária... Uma viagem sem volta, na qual nos perdemos e nos encontramos, rimos e nos desesperamos, reconhecemos nossa pequenez e nossa grandeza nas páginas macias ou ásperas ao toque. O cheiro, as texturas, o passar de folhas com uma crescente (ou nem tanta) expectativa já estavam, certamente, no cotidiano de cada contemporâneo de Gutenberg. Antes mesmo disso, imagino os leitores da Antiguidade cercados de papiros, pergaminhos, folhas de couro, com o mesmo sentimento de antecipação.

Ler é viver uma paixão, mergulhar em um drama, ir ao encontro do desconhecido (ou conhecido) e se dar conta de que algo se transforma em nós mesmos quando somos tocados pelos pensamentos, palavras e idéias que jorram de coração e mente do autor. É morrer e viver mil vezes a cada página virada... é manter o coração na boca (ou na mão) quando a leitura tira nosso fôlego e nos deixa tristes quando lemos a palavra “FIM”.

Ler é um exercício de vida, para a vida e pela vida. É descortinar novos horizontes, seja rumando para além do Sistema Solar ou mergulhando nas entranhas de nossas próprias entranhas com uma simples receita de manjar dos deuses.

Quem lê, sonha, cria, inventa e reinventa... Quem lê não tem idade, não tem cor, não tem estigmas ou preconceitos, não tem inimigos (reais ou imaginários) e idéias engessadas, pois cada livro atua como um agente transformador, quebrando paradigmas e dogmas, bastiões enraizados que desmoronam com o simples abraço de uma nova idéia ou causa.
Segundo o título criativo de uma locadora de livros carioca, que muito me abriu os horizontes com seu acervo, “Ler é Viver”.